As últimas movimentações do mercado político na disputa à Prefeitura de Vitória só aumentaram o congestionamento registrado há meses na base do governador Renato Casagrande (PSB).
A recente saída do cargo de secretário de Estado da Segurança do coronel Alexandre Ramalho (Podemos), para se dedicar ao pleito, mantém em alerta lideranças capixabas, diante das incertezas sobre o colégio eleitoral. Como já analisado aqui várias vezes, o Podemos defende a candidatura na Capital, enquanto Ramalho tem preferência por Vila Velha, precisando para isso, porém, trocar de partido.
Pouco tempo atrás, com Ramalho no páreo, orbitava em torno do governador o “grupo dos cinco”. A conta já subiu para seis, com o anúncio do ex-deputado estadual Sergio Majeski, de filiação ao PDT para encarar seu projeto antigo de disputar a prefeitura. O partido, liderado pelo aliado fiel de Casagrande, Sergio Vidigal, prefeito da Serra, se soma no cenário ao próprio PSB, com o deputado estadual Tyago Hoffmann; ao PSDB, com o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas; ao PSD, com Fabrício Gandini; e ao PT, com João Coser. Todos personagens e legendas que, no Espírito Santo, são ligadas ao governador, que, por sua vez, se esquiva de tomar posição, ao menos publicamente.
É muito palanque no mesmo bloco? Sim, sem dúvida! E a essa altura do jogo, ninguém arreda o pé, atrás de fichas para colocar na mesa de negociação. Mais do que nunca, portanto, permanece a pergunta: quem passará pelo funil?
Fonte: Seculodiario
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